GALILEIA PAVANELLI
Cadeiribs: Léia, por Deus. Não entendi muito bem o conceito, só sei que tem contrato, bacanal e cheque envolvido. Parece um resumo do meu vinculo empregaticio com o rupiggys. Você é naturalmente engraçada, tem que descobrir um jeito de canalizar isso! Eu acho que vc é tao criativa que as vezes vc acaba se afobando e entregando logo tudo o que tem. A piada do william bonner é tao ruim q eu dei uma risada sincera, isso diz muito
Pavanelli: Tá aí uma ótima ideia para acabar com os famosos banheiroes, você entra pra fazer bacanal com uns machos e dá de cara com a Elke Maravilha fazendo cosplay da banda Kiss. E com uns adornos que parecem ter sido comprados direto de alguma liquidação da shopee, talvez esse look se encaixe melhor quando o tema for Y2K mas aqui é RUPPIGYS! Contrato vitalício com a cafonice, você nunca consegue fugir dela.
Mam’ Acita: Galileia, é difícil julgar a sua performance. Gosto bastante da proposta do seu visual. Diferentemente da noite das 1.000 lendas folclóricas, você trouxe uma leitura conceitual da morte como uma transmutação, perda de uma fase e início de outro ciclo — tudo isso com um referencial essencialmente brasileiro e artístico. Porém, acho que poderia ser mais trabalhado e até mostrar mais corpo e nudez. O visual se perde um pouco e fica meio confuso. O seu reading é péssimo, horroroso, de muito mau gosto, disputando com a Song-a Monga quem fez pior. Você mostrou que não fez a lição de casa e não sabe ler uma queen de forma engraçada, com timing de comédia e carisma. Uma bicha pão com ovo do LDRV faria melhor.
RuPiggy: Eu não ligo pro que as outras piranhas da bancada têm a dizer, eu adoooooro o seu look. Acho que você tem essa veia camp que é quase impossível de arrancar de você, e é isso que te faz uma drag tão única. É claro, perto de algumas fashion queens como Kimmie e Uffizi, você acaba desaparecendo, mas eu AMO que você faz o que der na telha, e hoje, você levou isso pro lado cômico. Por outro lado, acho que o que te traz aqui é uma péssima leitura. A library é justamente para ter um timing cômico que você tem e muito, mas não soube dosar bem.
Lyanka: Gostei bastante da forma como o look se apresenta. Existe uma boa conexão entre o lado drag e a temática da runway, e isso faz com que a proposta funcione visualmente.
Porém, senti falta de uma explicação mais aprofundada sobre o look. Ele é bonito, sem dúvidas, mas faltou você vendê-lo melhor para os jurados e para o público. Eu gosto do aspecto cômico que você trouxe na apresentação, mas acredito que parte desse tempo poderia ter sido utilizada para explicar melhor os conceitos e referências por trás da roupa.
Vejo um look bonito? Sim.
Vejo um look conceitual e extremamente bem desenvolvido? Nem tanto.
Sobre o desafio…
Galileia, você teve dificuldades, e isso ficou bastante aparente para nós. Algumas das suas gongadas acabaram gerando mais confusão do que impacto, deixando o público com uma sensação de “???”. Para mim, infelizmente, você teve o desempenho mais fraco da noite nesse desafio.
Também senti falta de um toque maior de acidez. Você foi muito tranquila com as outras participantes e acabou não aproveitando totalmente a proposta do reading challenge, que exige um pouco mais de ousadia e malícia nas piadas.
Por outro lado, preciso admitir que um dos momentos que mais me fez rir foi quando você soltou o “claro que estou sendo irônica, monamour” e começou a rir logo em seguida. Naquele instante, eu pensei: “essa menina deve estar muito chapada” kkkkk.
Você parecia estar vivendo no seu próprio mundinho, e eu gosto bastante disso quando falamos de personalidade. Existe um charme nessa espontaneidade e nessa energia meio caótica. Porém, quando analisamos o desafio em si, essa característica acabou trabalhando mais contra você do que a seu favor.
No geral, vejo potencial e personalidade em você, mas faltou transformar isso em uma performance mais sólida e eficiente dentro da proposta da semana.
SAPHIRA SHOCK
Lyanka: Saphira, vamos começar falando do seu look. Eu acho que ele é, de fato, muito bonito e bem polido. Porém, para mim, ele se perde um pouco na proposta do desafio. Se colocarmos o seu look ao lado dos das outras participantes, ele acaba passando uma imagem mais “básica”. Senti que faltou coragem para se arriscar mais nessa runway, e isso acaba sendo um ponto negativo para mim.
Ainda assim, continua sendo um look bastante bonito.
Sobre o desafio… No desafio, você foi o oposto do que apresentou na passarela: foi além do necessário. Suas leituras estavam muito longas, o que acabou prejudicando o timing cômico. Em vez de serem engraçadas e certeiras, elas pareciam mais ataques pessoais direcionados às outras queens. Senti falta daquele equilíbrio essencial de um bom reading, em que a crítica vem acompanhada de humor. Você exagerou na parte da gongada e, no final, acabou sendo apenas maldosa, sem entregar um reading realmente eficaz.
Cadeiribs: Bom... Essa noite servirá como um aviso a todas que se sentirem muito confortáveis. Você veio de uma noite muito boa, foi uma das melhores no desafio passado. O que aconteceu?! O look da noite está muito qualquer coisa. O conceito noiva com enfisema pulmonar não me envolveu. Gostei da maquiagem cinza que você passou na pele, uma pena esse ter sido o unico ponto que me animou. Sobre a leitura, o problema pra mim é que as suas piadas estão meio longas demais. As gongadas que vc da no dia a dia sao melhores que isso, por isso me decepcionei tanto. Não gostei de ter que exercer mt inteligencia pra entender as piadas.
Pavanelli: "Caminhando entre o desejo e o medo" eu diria que você está caminhando na loja de artigos góticos na seção de fantasias de Halloween em liquidação ou em alguma party do Roblox para adolescente edgy de 16 anos. Como deixar meu look extremamente macabro e sombrio e parecer uma entidade que veio diretamente do folclore brasileiro? Deixa eu pensar, vou colocar cruzes nas costas, cruzes nos brincos, cruzes no vestido e algumas cruzes extras nesse cachorro desnutrido que foi arrastado junto comigo pra passar essa vergonha magistral que você tá passando.
Mam’ Acita: Saphira Shock… que decepção, hein? Direto e reto: entre os jurados, foi unânime a opinião de que o seu look foi o pior da noite. O conceito é extremamente básico, apenas tentando ser bonita e gótica. Depois de quatro semanas mostrando excelência drag, apresentar esse baixo nível de visão artística não combina com o seu potencial; é frustrante, ainda mais diante de um tema tão icônico e da escolha aleatória de colocar um cachorro na runway… o canil do Madame Satã é para lá. Para piorar, o seu reading é longo e contém alguns textos que eu não considero leituras, mas apenas críticas e ofensas pessoais às outras gatas. Algumas ideias são boas, mas precisavam ser lapidadas ou enxugadas para que as piadas funcionassem de forma isolada e com o timing correto.
RuPiggy: Se a Kimmie deu a volta por cima, eu acho que hoje, você deu a volta por baixo… Depois de muitas semanas no topo, hoje eu sinto que você escorregou. Eu achei o look bonito, mas muito simples. Gostei do fato de que você não foi pro lado mais fantasioso como as outras meninas, mas senti falta de qualquer coerência. Essas duas cruzes nos ombros, pra mim, matam o look. Eu acho que é um look de bom gosto… Mas ficou faltando tudo nele? Por outro lado, sua maquiagem está belíssima. Adoro as sombras dos olhos e esse batom mais escuro. Para diferenciar das outras quengas, você poderia ter vindo com a cor de pele normal. Todo mundo apostou no preto e no cinza, e, quando se tem coerência, claro, sair do óbvio pode dar pontos extras.
KIMMIE YORK
RuPiggy: Kimmie, essa é sua semana. Além de ter vencido o mini challenge, você entregou exatamente o que eu esperava na runway. Referência linda de se ver, e ainda pegou num ponto muito mais assustador do que qualquer outra referência que vimos aqui hoje - a fome. Carolina Maria de Jesus (hoje interpretada por Lyanka) está orgulhosa! O seu look é high fashion, maravilhoso, entrega uma emoção única, até a sua maquiagem mais craquelada faz sentido. Agora vamos falar sobre a sua biblioteca? Perfeita. Você acertou em TUDO, foi sensacional de assistir. Você voltou do bottom com fogo no olho e isso é lindo de assistir. Eu gostei especialmente do shade para as juradas e para mim! Morri de rir, deu pra ver que você se divertiu muito montando essa apresentação pra gente.
Mam’ Acita: Kimmie, esta, sem dúvidas, é a sua noite! Apesar de longo, o seu reading não foi cansativo; pelo contrário, foi dinâmico e criativo, com shades certeiros e bem construídos para a narrativa que você criou. Quanto à runway, você aniquilou. Escolheu uma referência essencialmente brasileira, ao mesmo tempo em que se manteve fiel ao tema “Death Becomes Her”, fazendo alusão à morte como único futuro para populações de certos segmentos em determinados contextos sociais, especialmente acerca da ruralidade brasileira no passado. Destaque para a manga esquerda bufante, trazendo um toque fashion e drag, evitando que a seriedade do conceito tornasse o look sóbrio e monótono. Por fim, sendo bem criteriosa, criticaria os pins na bolsa; não os compreendi.
Pavanelli: Retirante? Então siga no tema e já pode se retirar. Talvez o horror e o macabro da sua performance seja essa descrição extremamente entediante e eu senti que em algum momento eu seria surpreendido com um questionário nível Enem com perguntas acerca do tema. O olhar perdido que você trouxe na maquiagem acabou tomando conta do resto do look e você pode usar essa enxada e cavar um buraco pra entrar dentro.
Cadeiribs: Essa noite você fez a transição de CDzinha pra uma drag queen! Antes de falar do look da sua leitura, quero pontuar que justo na semana em q vc abraçou totalmente o seu lado CAMP vc foi extremamente bem. Adorei que você entregou um personagem no desafio, as piadas estavam no ponto mas o ponto alto ainda é a sua runway. Personagem e conceito 10/10. Adorei o vestido, o sapato é um exagero no bom sentido e a maquiagem é diferente do que você entregou ate agora. Parabéns!
Lyanka: Que look incrível! Eu amei como ele se encaixa perfeitamente no tema e como está 100% dentro do elemento drag.
A explicação me deixou encantado. A referência à obra Os Retirantes despertou minha curiosidade e me fez querer pesquisar mais sobre ela. E muito obrigado por ter enviado a inspiração; isso dá um toque extra à apresentação e ajuda a valorizar ainda mais o conceito por trás do look.
Sobre o desafio:
Eu realmente quero entender de onde veio a ideia do “fale com os mortos” kkkkk. Achei algo muito inesperado, mas que funcionou muito bem. No geral, gostei bastante dos seus readings. Você teve um bom timing, trouxe um ar cômico e apresentou uma estrutura muito sólida nas piadas.
Meu único ponto negativo é que senti que você pegou leve demais em alguns momentos e acabou se apoiando muito na ideia dos “mortos falaram”. Nas primeiras vezes foi muito engraçado, mas, conforme se repetia, a piada começou a perder força e ficou um pouco previsível.
Ainda assim, eu amei o seu desempenho tanto na runway quanto no desafio. Adorei a forma como você entrega conceito e consegue executar suas ideias com qualidade. Sem dúvidas, depois de hoje, você se tornou uma das minhas favoritas da competição.
E preciso dizer: amei o recado para a Mama Piggy. É exatamente o que todos nós queremos falar para ela no fundo kkkkk.
LABOO BUBBA
RuPiggy: Bubbitcha, vamos lá. De primeira, eu adorei a sua runway. Mas quanto mais eu pensava sobre, e analisava os detalhes, eu acabei não gostando tanto. Assim como a Bella, você trouxe uma referência ao seu estado, uma creepypasta geracional, por assim dizer. Ficou muito fantasia. Quase não dá pra ver que tem uma drag aí embaixo. Eu gostaria que a maquiagem de velha fosse mais decrépita e menos realista, que ela tivesse sombras roxas, que você colocasse um batom marrom quente, que você deixasse essa velha parecendo realmente uma drag. Eu gostei do ruveal, achei inesperado, mas pra mim ficou por aí. A sua sorte? A sua biblioteca estava pegando fogo. Você foi uma das minhas favoritas no mini challenge. Todos os três readings foram sensacionais, e você soube dosar sua participação ao necessário.
Pavanelli: LABOO BUBBA minha querida você trouxe um pouco de cultura pra esse jogo referenciando de verdade o nosso folclore brasileiro, você conseguiu chamar minha atenção quando tirou a máscara de coruja e eu até demorei a perceber que você estava usando maquiagem. Eu acho que talvez faltou um pouco de drag na execução e aqui e você focou mais na pesquisa acadêmica do wikipedia que é uma parte que não queremos saber, talvez seja sucesso em algum carnaval da vida ou para se disfarçar em alguma fila presencial de caixa de supermercado mas para o Ruppigy's infelizmente faltou.
Ribs: O seu look é meu favorito da noite. A revelação está perfeita! Talvez o fato de você não ter usado maquiagem por baixo da mascara tenha me incomodado (brinceira). No desafio, você foi direto ao ponto. As piadas estão simples e eficazes. A piada pra Astra Blue foi a que mais me fez rir de todo o desafio. Mais uma noite de consistência.
Mam’ Acita: Bubbinha, achei que o seu reading foi muito correto e dentro do que se espera de uma leitura. Apesar de eu não ter gargalhado nem achado genial, perto das outras competidoras você se destacou e mostrou que fez o dever de casa, até mesmo por ter focado em apenas três garotas, o que foi estratégico, visto o show de horrores que enfrentamos nesta noite, com textos quilométricos e ofensas gratuitas. Sobre o runway, amo o seu conceito, mas acho que ele foi demasiadamente mal executado. Tanto a coruja-suindara quanto a bruxa ficaram plásticas e artificiais, sem que você as adaptasse — especialmente a bruxa — à sua drag, de modo que víssemos a transformação através de uma maquiagem artística drag. O realismo, nesse caso, imprimiu uma velha qualquer, sem que houvesse uma drag por baixo. Além disso, a roupa é simples; não vejo cuidado ou pensamento fashion por trás dela. Imprime mais figurino do que moda.
Lyanka: Primeiramente, quero elogiar o seu nome. Achei bem diferente e ele ficou facilmente na minha cabeça. Mas, deixando isso de lado, vamos falar sobre a sua passarela.
Sua runway, para mim, é perfeita para a categoria. Acho que você entregou exatamente o que foi pedido. Sua explicação sobre o look foi muito boa e bem detalhada, o que ajudou a fortalecer ainda mais a proposta apresentada. É um visual bastante impactante.
Porém, preciso pontuar algo: senti falta da questão “drag” no seu look. A máscara foi um ótimo elemento e agregou bastante à apresentação, mas, quando ela é retirada, o visual acaba se aproximando muito mais de um figurino (costume) do que de um look drag. Com isso, ele perde parte da fantasia e da extravagância que eu espero ver. Acho que você poderia ter elevado um pouco mais esse aspecto para tornar a proposta ainda mais forte.
Sobre o desafio:
Eu realmente achei que você teve boas sacadas. Não diria ótimas, mas certamente boas. O reading sobre a mudança de Blue para Gray, se referindo à Astra, foi o seu ponto mais forte e demonstrou criatividade.
Por outro lado, os outros dois readings me pareceram mais fracos. Eles são facilmente esquecíveis e não conseguem se destacar da mesma forma. Além disso, o fato de terem vindo logo após o reading da Astra acabou jogando as expectativas para cima. Você entregou um momento muito bom e, em seguida, não conseguiu manter o mesmo nível, o que deu a sensação de que a energia caiu.
No geral, eu acho que você é uma competidora talentosa, mas ainda falta se permitir ir um pouco mais longe. São pequenos detalhes que, se ajustados, poderiam elevar o seu desempenho em muitos níveis, tanto na runway quanto nos desafios.
BELLA NOVA
Lyanka: Vamos começar falando sobre a sua passarela.
Sua runway está simplesmente linda e funciona perfeitamente dentro da proposta da categoria. Eu amei você ter pontuado que queria trazer algo diferente, mas sem abandonar o seu lado mais fashion e sexy, porque é exatamente isso que eu vejo no resultado final. Você conseguiu entregar um visual fashion, sexy e assustador ao mesmo tempo, sem que um elemento anulasse o outro.
Look: 10
Conceito: 10
Apresentação: 10
Sinceramente, as outras garotas deveriam tomar cuidado com você e com a Uffizi Lux quando o assunto é runway, porque vocês simplesmente destruíram nessa categoria.
Agora vamos falar sobre o seu desempenho no desafio.
Você dizendo que a Kimmie tem cheiro de mijo no verão… garota… eu amei! SKSKSK. Achei tão ácido e tão engraçado ao mesmo tempo. Esse é exatamente o tipo de reading que eu gosto de ver: uma piada afiada, marcante e que arranca uma risada genuína.
Sobre a Astra Blue… kkkkk.
Você arrasou! Eu amei a forma como me pegou completamente de surpresa. Eu não estava esperando nem o comentário sobre o “conceito de bom gosto” e muito menos que você ainda aproveitaria para jogar um shade na Galileia junto. Foi um momento impecável.
Já o shade para a Nix Éter foi, para mim, o mais fraco entre os seus três readings. E o motivo é simples: seus outros dois foram excelentes. Eles me arrancaram ótimas risadas e tinham exatamente o nível de acidez que eu adoro ver. O reading para a Nix foi criativo, mas senti falta justamente dessa mesma acidez que você demonstrou nos outros momentos.
Mesmo com essa pequena observação, seus três readings estão facilmente no meu Top 5 do desafio. Você matou esse desafio.
Meu ponto geral sobre você é: perfeição.
Você entregou tudo o que eu queria ver e até mais. Muito obrigado pelo seu comprometimento, por se arriscar, por confiar nas suas ideias e por entregar uma runway impecável junto de um ótimo desempenho no desafio.
Excelente trabalho.
Cadeiribs: Olha, na minha opinião, o seu look é o mais criativo da noite. Porém, a execução acabou te sabotando! Nao conseguimos ver o rosto direito, não sei se isso é proposital. No episódio passado você elevou nossas expectativas e agora meio que estagnou. No mini, eu achei que vc pegou bem leve! As suas piadas ate que estao bem estruturadas mas não se destacam... foi meh eu diria.
RuPiggy: Eu entendo o que alguns dos jurados podem pensar. O look está perfeito. Realmente, esteticamente, ele está. Eu gosto muito de como você consegue pensar em cores, estética e como contar uma história em sua passarela. Mas atenção ao que digo agora, e que direi também para Bubba - vocês precisam tomar mais cuidado para não deixarem suas roupas parecerem mais como uma fantasia do que deveriam. Tudo na sua roupa hoje despersonaliza de uma figura humana, seja os pés, o rosto, as mãos e até as escamas corporais (a cor eu não ligo mt, acho que pintura corporal é algo viável para uma drag). O que eu quero dizer com tudo isso? Que não parece uma outfit de uma drag queen convencional, parece mais uma fantasia mesmo. A referência folclórica também não ajuda muito… E agora sobre o seu reading, eu achei que você decepcionou um pouco. Eu não acho que você faça o estilo de drag afiada e maldosa, mas você certamente é inteligente, e acho que deixou seus nervos entrarem no seu caminho. Talvez você esteja aqui hoje porque esperamos muito de você, e a sua régua tenha se tornado diferente das outras meninas, mas isso faz parte do jogo e não tira o seu mérito na sua trajetória até aqui.
Pavanelli: Talvez a sua inspiração não tenha sido o Rio Francisco mas sim algum esgoto a céu aberto da qual essa criatura surgiu, o terror claramente está aí, mas só o terror mesmo, por que achar isso sexy... nem mesmos os degenerados que vão até a página 100 do pornhub procurando por algo novo bateriam uma pra isso. Extremamente caricata e de mal gosto, tão caricata que o look acabou ficando em segundo plano parecendo que você pegou o primeiro trapo que viu e a dose de cachaça é pra ter que lidar com as escolhas que você fez
Mam’ Acita: Belle Bellinha… vamos começar pelo seu look. Eu não o acho horroroso nem o pior da noite, porém, em minha percepção, ele não se encaixa ao tema. Nada mais é do que um Ratanbá 2.0 e, quando olho para a sua imagem, não encontro nada novo, nenhum aspecto diferente do que já vi. Entendo que a lenda seja uma inspiração, mas ela não vende morte, apenas monstruosidade e anomalia. Sobre o reading, assim como a Laboo Bubba, acredito que você fez uma boa escolha ao nichar as gongações para apenas três queens. Inclusive, adoro a baixaria da leitura direcionada à Kimmie York. Nada groundbreaking, tho.
UFFIZI LUX
Mam’ Acita: Uffizi, na runway, você exala beleza, e a sua estética transmite com clareza o que foi solicitado pela RuPiggy, a nossa noiva-cadáver. Admito que, à primeira vista, amei muito mais o look do que depois, quando passei a analisá-lo com mais atenção. Achei as mensagens no vestido e os exus totalmente aleatórios; não consigo ver sentido na composição do visual. Sobre o reading, adoro o fato de você ter feito algo no formato tradicional da gongação, e não igual à maioria das queens, que fizeram cosplay de mean girls. Porém, infelizmente, achei todas as leituras péssimas e sem graça.
RuPiggy: O seu look é de morrer. Literalmente! Acho que você alcançou a proposta melhor do que a maioria de suas competidoras, e é por isso que você está em nossa frente hoje. É realmente um destaque, eu amo as cores e essa parte aberta no peito. Sua maquiagem está divina, você prestou atenção em cada detalhe e ouviu nossas críticas passadas com primor. Por incrível que pareça, eu gostei também da sua performance no mini challenge, e achei que você não teria capacidade de ser afiada como as suas concorrentes, mas você fez um bom trabalho com tudo nessa semana.
Cadeiribs: Eu gostei da sua leitura! Foi direto ao ponto, estão bem estruturadas. Entretanto, o que mais me empolga é a sua passarela hj. Simplesmente perfeito! Achei coisa meio noiva da lagoa dos barros que vai pagar boquete pro primeiro caminhoneiro desavisado na BR 290 meets monster high. Toda vez que eu olho pro seu vestido eu vejo um detalhe novo, a parte do ventre é o que eu mais gosto. Vc conseguiu uffizi vc chegou no rupiggys drag race brasil
Lyanka: O melhor look da passarela.
É um visual cheio de detalhes, 100% dentro do tema e repleto de elementos bem pensados. Eu amei a escolha de incluir pequenas escritas ao longo do look; isso adiciona ainda mais personalidade e riqueza à proposta. O detalhe no peitoral é, para mim, o ponto alto do visual. É impressionante como ele consegue “quebrar” a ideia base do look e, ainda assim, se encaixar perfeitamente no conjunto.
O headpiece também é incrível e ajuda a elevar ainda mais a apresentação.
No geral, sua runway é de encher os olhos. Você entregou excelência do começo ao fim, sem medo de ir além e sem abrir mão dos elementos drag. Foi uma apresentação muito forte e extremamente bem executada. Parabéns, e continue assim.
Sobre o desafio:
Seu reading da “songa monga” foi muito engraçado. Para mim, nesse momento você encontrou exatamente o equilíbrio entre algo ácido e algo cômico, sem exagerar em nenhum dos lados. É facilmente um dos meus readings favoritos da noite.
O shade para a Saphira foi simples, direto e nota 10.
Já o reading para a Kimmie foi o mais fraco dos três, na minha opinião. Ainda assim, continua sendo uma boa gongada e funciona dentro da proposta do desafio.
No geral, a palavra que define o seu desempenho é excelência.
Achei você impecável na runway e muito boa no desafio. Você demonstrou confiança, criatividade e uma ótima compreensão do que foi pedido. Mantenha esse nível, porque ele definitivamente te coloca entre os destaques da competição.
Pavanelli: Sobre o look: esteticamente ele é maravilhoso. E eu digo isso apesar dessas frases de efeito que parecem ter sido retiradas diretamente da tatuagem ou da bio do instagram de alguma maloqueira DDD 21 com sobrancelha de rena, marquinha de biquíni permanente e cujo principal passatempo é ser garupa de grauzeiro que gosta de dar fuga na policia procurado em três bairros diferentes.
No entanto quando eu olho para a sua roupa, eu esqueço completamente a descrição. Os pequenos demônios espalhados pela saia são de uma elegância absurda. A composição inteira tem uma qualidade. E obrigado por entender que horror não é uma competição para descobrir quem compra mais tecido preto. O uso desses tons faz o visual parecer genuinamente brasileiro. Não é um castelo gótico europeu importado do Pinterest.
Você provou que existem formas muito mais inteligentes de fazer horror do que pintar tudo de preto e colar cruzes aleatórias. E por isso, apesar dos excessos da narrativa, o look fala muito mais alto do que qualquer uma das frases que o acompanham.
Quando eu chamar os seus nomes, deem um passo para a frente.
Astra Blue
Nix Éter
Song-A Monga
Amores, vocês estão salvas.
Mas lembrem-se, salva não é uma palavra com a qual você quer estar associada nesse jogo.
Quando ela entra, até estrela cadente faz pedido pra ser ela… Bella Nova!
Minha inspiração para essa passarela foi a lenda do Nego d’Água, uma criatura muito presente no imaginário de comunidades ribeirinhas, principalmente nas histórias ligadas ao Rio São Francisco. Ele é uma entidade que vive nos rios, com pele escura, escamas, mãos e pés de pato, e costuma aterrorizar pescadores, virar canoas, rasgar redes e proteger seu território nas águas.
Eu quis fazer algo diferente pra mim e trazer algo mais assustador, mantendo fashion e sexy ao mesmo tempo. Seria algum tipo de fetiche?
O vestido mantém uma silhueta elegante e colada ao corpo, mas aparece tomado por lodo, cipós e pequenas plantas, lembrando a sujeira, a umidade e a força viva da água barrenta dos rios. A rede que carrego representa os pescadores capturados pela lenda, como se eu tivesse acabado de sair da água trazendo comigo tudo aquilo que o rio engoliu.
Na outra mão, trago uma garrafa de cachaça, referência às oferendas que pescadores jogam nos rios, porque assim como eu, uma garrafa de cachaça acalma a lenda.
Saída da caverna de Platão, ela é a maçã caída de Thomas Newton… É Galileia Pavanelli!
O look foi inspirado na banda Secos e Molhados e na transformação da Cuca em Borboleta.
Essa incrível renda do submundo da draguisse, faz com que todos fiquem hipnotizados, fazendo com que todas as passivas assinem o amado contrato vitalício, onde na cláusula 66.6, faz que ela vire uma piggy, com isso, toda vez que fizer um bacanal, ela passe um cheque.
Diz a lenda, que se você fizer banheirão na rodoviária, ela aparece para você e não tem mais volta.
Cuidado com o toque: essa joia é rara, cara e dá choque… Saphira Shock!
Caminhando entre o desejo e o medo, entre a sedução e a morte, cruza a passarela a materialização de uma lenda urbana do interior do Brasil. Uma entidade que não é vítima do terror, ela é a própria maldição.
Ela veste uma criação de alta-costura negra, moldada ao corpo como uma segunda pele em camadas de látex envelhecido e renda desgastada, que imitam a superfície úmida de uma lápide após a chuva. O tronco é estruturado por um corset de silhueta ultra-sensual, adornado por relevos anatômicos que evocam costelas humanas, fundindo o glamour à anatomia da morte.
Em seus ombros, erguem-se estruturas dramáticas inspiradas em cruzes antigas de cemitério corroídas pelo tempo, emolduradas por uma imponente auréola de filigrana sacra. De sua cintura, uma fenda profunda rasga o visual até o quadril, revelando a pele em um contraste provocante e terminando em um monumental salto agulha negro, inteiramente customizado com ramificações de espinhos e crucifixos que sobem pelo tornozelo.
Meio química, meio bruxaria, totalmente perigosa. Nix Éter!
Meu look se chama ''A Cuca da Meia-Noite'' e transforma uma das figuras mais conhecidas do folclore brasileiro em uma entidade de horror e alta moda drag.
Eu trouxe uma Cuca distante da imagem infantil: aqui, ela surge como uma criatura ancestral, fantasmagórica e verdadeiramente assustadora, como se tivesse despertado no fundo de um pântano depois de anos esperando por sua próxima vítima.
O vestido verde-escuro representa a mata fechada, o brejo e a umidade do terror rural brasileiro. A construção do corset, as correntes, os espinhos e as camadas de tecido criam uma silhueta imponente, misturando glamour decadente com a aparência de algo que nasceu entre raízes, lama e túmulos esquecidos.
As escamas espalhadas pelo corpo e a enorme cauda de jacaré mostram que ela não está apenas fantasiada de monstro: sua transformação já tomou conta da pele. O rosto rachado, pálido e sombrio reforça seu lado sobrenatural, como uma assombração que manteve a forma humana apenas o suficiente para atrair quem se aproxima, O cabelo claro, longo e selvagem contrasta com a escuridão do look, criando uma imagem espectral e descontrolada. Já o caldeirão funciona como símbolo de seus feitiços, maldições e histórias contadas para impedir as crianças de saírem de casa depois da meia-noite.
Minha proposta foi unir a Cuca, o horror brasileiro e a estética de uma vilã de pesadelo em um look que ainda fosse moda. Ela é bruxa, réptil, fantasma e lenda uma criatura que saiu do imaginário popular para levar sua drag antes que o relógio marque meia-noite.
Se o céu é o limite, ela já passou dele faz tempo. Astra Blue!
Hoje eu trago pra vocês a lenda pernambucana da Perna Cabeluda, uma das histórias mais famosas do imaginário popular de recife. A proposta do meu look traz a criatura como uma entidade marinha sobrenatural que engole uma perna que posteriormente vai chutar bunda de viados durante as noites recifenses.
Trago uma perna monstruosa, coberta por pelos, garras e marcas de violência, que representa a própria Perna Cabeluda, enquanto o vestido em forma de tubarão simboliza os perigos do mar e as lendas que cercam a costa pernambucana. Correntes, redes de pesca, conchas e pérolas fazem referência aos náufragos, aos segredos escondidos nas profundezas e às histórias de terror contadas à beira-mar.
Trouxe meu cabelo com reflexos azul-escuros e a maquiagem gótica para reforçar a conexão com as águas sombrias da noite, criando uma figura que mistura horror folclórico, glamour drag e fantasia macabra. O resultado é uma interpretação camp da Perna Cabeluda: não mais uma simples lenda urbana, mas uma rainha monstruosa que sa
Ela veio confusa, linda e levemente fora de contexto… Song-A Monga!
Quando pequeno, eu era viciado em ver Gugu nos domingos e lembro até hoje sobre o quadro chamado “Lendas Urbanas” e o episódio dos quadros de crianças chorando me marcou MUITO. Então hoje, minha inspiração é esse episódio.
Direto do Louvre e pintada como uma de suas garotas francesas, é Uffizi Lux!
Este look representa uma noiva brasileira da década de 1910 consumida pelo tempo e pelo esquecimento. Eu sou a noiva que apodreceu esperando. O vestido envelhecido, coberto por rendas desgastadas, musgo e raízes, carrega as marcas dos anos passados em um cemitério. As velas são os votos que nunca fiz. O musgo é o tempo que passou sobre mim. As flores secas são lembranças que ninguém voltou para buscar. Minha coroa é feita de lápides, carregando os nomes daqueles que já não recebem visitas, daqueles que foram apagados pela memória dos vivos. Sobre mim repousam histórias abandonadas, orações esquecidas, ossos, medos e silêncios. Os Exus que caminham pela minha saia não são figuras de terror. São guardiões dos caminhos entre os vivos e os mortos. Foram eles que abriram minha estrada e me ensinaram que a morte não é ausência — é presença. Os ossos expostos contam o que restou do meu corpo. As unhas longas são uma homenagem ao horror brasileiro, herança de Zé do Caixão, porque eu não enterro pessoas. Eu enterro certezas. Quando o relógio marca meia-noite, deixo o cemitério para lembrar que a morte brasileira não veste preto impecável nem vive em castelos sombrios. Ela tem barro nos pés, vela derretida, cheiro de terra molhada e o rosto de uma noiva que nunca aceitou ser esquecida. Mais do que uma figura macabra, eu sou a personificação da memória abandonada.
Salém… São Tomé das Letras… Transilvânia… É Kimmie York!
Para o meu look de hoje a minha inspiração é a obra de arte “Os Retirantes” de Portinari, obra esta que faz parte do movimento expressionista no Brasil.
A obra retrata uma família de retirantes, que saem do campo em busca de uma vida melhor. A obra foi pintada em 1944, ano de industrialização pesada no Brasil. Década da promessa de uma urbanização que abraçaria os sertanejos do campo. Mas sabemos que não é bem assim.
Essa promessa falsa da vida dos sonhos nas cidades destruiu pessoas, dizimou sonhos e ruiu com famílias. Sabemos que cidades são desiguais, cidades em um sistema capitalista se alimentam dessa promessa vazia.
No meu look, quis representar retirantes, sertanejos e candangos que tiveram seus sonhos ceifados pelo capitalismo. Afinal, não há nada mais assustador e horroroso do que vagar pelo mundo sem um lar, sem sonhos, sem esperanças do amanhã.
Trago inspirações ao quadro nas cores, nas dimensões da personagem que são desiguais. Trago na maquiagem um olhar perdido, vago, de alguém que já perdeu as esperanças em seus sonhos, pois é isso que o capitalismo faz com a gente.
Meu look é uma forma de resistência e de agradecimento a todos que lutam por uma reforma agrária, para que mais ninguém tenha seus sonhos ceifados pela imensidão das cidades.
Hoje eu vos apresento: A MATINTA PEREIRA!
A Matinta Pereira é uma lenda popular do folclore amazônico sobre uma feiticeira que, à noite, vira uma ave noturna para assobiar no telhado das casas, aterrorizando os moradores. Para que ela vá embora, é preciso prometer-lhe algo como café, fumo ou cachaça. No dia seguinte, ela aparece em forma humana, como uma idosa, para cobrar a oferenda. Quem descumprir o acordo sofre graves castigos.
A lenda da Matinta é amplamente conhecida na região norte. Pessoas mais velhas no interior do Pará JURAM que é verdade. No cinema, ela já foi retratada em um curta-metragem dirigido por Fernando Segtowick.
Entro na passarela como uma coruja rasga-mortalha, com um assobio assustador que arrepia a espinha dos jurados. Então, abaixo o meu capuz, revelando cabelos brancos e finos, e tiro a máscara de coruja, assumindo o aspecto de uma bruxa velha, pronta para cobrar minha oferenda!
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BRAT,
2 hours ago
GALILEIA PAVANELLI
Cadeiribs: Léia, por Deus. Não entendi muito bem o conceito, só sei que tem contrato, bacanal e cheque envolvido. Parece um resumo do meu vinculo empregaticio com o rupiggys. Você é naturalmente engraçada, tem que descobrir um jeito de canalizar isso! Eu acho que vc é tao criativa que as vezes vc acaba se afobando e entregando logo tudo o que tem. A piada do william bonner é tao ruim q eu dei uma risada sincera, isso diz muito
Pavanelli: Tá aí uma ótima ideia para acabar com os famosos banheiroes, você entra pra fazer bacanal com uns machos e dá de cara com a Elke Maravilha fazendo cosplay da banda Kiss. E com uns adornos que parecem ter sido comprados direto de alguma liquidação da shopee, talvez esse look se encaixe melhor quando o tema for Y2K mas aqui é RUPPIGYS! Contrato vitalício com a cafonice, você nunca consegue fugir dela.
Mam’ Acita: Galileia, é difícil julgar a sua performance. Gosto bastante da proposta do seu visual. Diferentemente da noite das 1.000 lendas folclóricas, você trouxe uma leitura conceitual da morte como uma transmutação, perda de uma fase e início de outro ciclo — tudo isso com um referencial essencialmente brasileiro e artístico. Porém, acho que poderia ser mais trabalhado e até mostrar mais corpo e nudez. O visual se perde um pouco e fica meio confuso. O seu reading é péssimo, horroroso, de muito mau gosto, disputando com a Song-a Monga quem fez pior. Você mostrou que não fez a lição de casa e não sabe ler uma queen de forma engraçada, com timing de comédia e carisma. Uma bicha pão com ovo do LDRV faria melhor.
RuPiggy: Eu não ligo pro que as outras piranhas da bancada têm a dizer, eu adoooooro o seu look. Acho que você tem essa veia camp que é quase impossível de arrancar de você, e é isso que te faz uma drag tão única. É claro, perto de algumas fashion queens como Kimmie e Uffizi, você acaba desaparecendo, mas eu AMO que você faz o que der na telha, e hoje, você levou isso pro lado cômico. Por outro lado, acho que o que te traz aqui é uma péssima leitura. A library é justamente para ter um timing cômico que você tem e muito, mas não soube dosar bem.
Lyanka: Gostei bastante da forma como o look se apresenta. Existe uma boa conexão entre o lado drag e a temática da runway, e isso faz com que a proposta funcione visualmente.
Porém, senti falta de uma explicação mais aprofundada sobre o look. Ele é bonito, sem dúvidas, mas faltou você vendê-lo melhor para os jurados e para o público. Eu gosto do aspecto cômico que você trouxe na apresentação, mas acredito que parte desse tempo poderia ter sido utilizada para explicar melhor os conceitos e referências por trás da roupa.
Vejo um look bonito? Sim.
Vejo um look conceitual e extremamente bem desenvolvido? Nem tanto.
Sobre o desafio…
Galileia, você teve dificuldades, e isso ficou bastante aparente para nós. Algumas das suas gongadas acabaram gerando mais confusão do que impacto, deixando o público com uma sensação de “???”. Para mim, infelizmente, você teve o desempenho mais fraco da noite nesse desafio.
Também senti falta de um toque maior de acidez. Você foi muito tranquila com as outras participantes e acabou não aproveitando totalmente a proposta do reading challenge, que exige um pouco mais de ousadia e malícia nas piadas.
Por outro lado, preciso admitir que um dos momentos que mais me fez rir foi quando você soltou o “claro que estou sendo irônica, monamour” e começou a rir logo em seguida. Naquele instante, eu pensei: “essa menina deve estar muito chapada” kkkkk.
Você parecia estar vivendo no seu próprio mundinho, e eu gosto bastante disso quando falamos de personalidade. Existe um charme nessa espontaneidade e nessa energia meio caótica. Porém, quando analisamos o desafio em si, essa característica acabou trabalhando mais contra você do que a seu favor.
No geral, vejo potencial e personalidade em você, mas faltou transformar isso em uma performance mais sólida e eficiente dentro da proposta da semana.
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BRAT,
2 hours ago
SAPHIRA SHOCK
Lyanka: Saphira, vamos começar falando do seu look. Eu acho que ele é, de fato, muito bonito e bem polido. Porém, para mim, ele se perde um pouco na proposta do desafio. Se colocarmos o seu look ao lado dos das outras participantes, ele acaba passando uma imagem mais “básica”. Senti que faltou coragem para se arriscar mais nessa runway, e isso acaba sendo um ponto negativo para mim.
Ainda assim, continua sendo um look bastante bonito.
Sobre o desafio… No desafio, você foi o oposto do que apresentou na passarela: foi além do necessário. Suas leituras estavam muito longas, o que acabou prejudicando o timing cômico. Em vez de serem engraçadas e certeiras, elas pareciam mais ataques pessoais direcionados às outras queens. Senti falta daquele equilíbrio essencial de um bom reading, em que a crítica vem acompanhada de humor. Você exagerou na parte da gongada e, no final, acabou sendo apenas maldosa, sem entregar um reading realmente eficaz.
Cadeiribs: Bom... Essa noite servirá como um aviso a todas que se sentirem muito confortáveis. Você veio de uma noite muito boa, foi uma das melhores no desafio passado. O que aconteceu?! O look da noite está muito qualquer coisa. O conceito noiva com enfisema pulmonar não me envolveu. Gostei da maquiagem cinza que você passou na pele, uma pena esse ter sido o unico ponto que me animou. Sobre a leitura, o problema pra mim é que as suas piadas estão meio longas demais. As gongadas que vc da no dia a dia sao melhores que isso, por isso me decepcionei tanto. Não gostei de ter que exercer mt inteligencia pra entender as piadas.
Pavanelli: "Caminhando entre o desejo e o medo" eu diria que você está caminhando na loja de artigos góticos na seção de fantasias de Halloween em liquidação ou em alguma party do Roblox para adolescente edgy de 16 anos. Como deixar meu look extremamente macabro e sombrio e parecer uma entidade que veio diretamente do folclore brasileiro? Deixa eu pensar, vou colocar cruzes nas costas, cruzes nos brincos, cruzes no vestido e algumas cruzes extras nesse cachorro desnutrido que foi arrastado junto comigo pra passar essa vergonha magistral que você tá passando.
Mam’ Acita: Saphira Shock… que decepção, hein? Direto e reto: entre os jurados, foi unânime a opinião de que o seu look foi o pior da noite. O conceito é extremamente básico, apenas tentando ser bonita e gótica. Depois de quatro semanas mostrando excelência drag, apresentar esse baixo nível de visão artística não combina com o seu potencial; é frustrante, ainda mais diante de um tema tão icônico e da escolha aleatória de colocar um cachorro na runway… o canil do Madame Satã é para lá. Para piorar, o seu reading é longo e contém alguns textos que eu não considero leituras, mas apenas críticas e ofensas pessoais às outras gatas. Algumas ideias são boas, mas precisavam ser lapidadas ou enxugadas para que as piadas funcionassem de forma isolada e com o timing correto.
RuPiggy: Se a Kimmie deu a volta por cima, eu acho que hoje, você deu a volta por baixo… Depois de muitas semanas no topo, hoje eu sinto que você escorregou. Eu achei o look bonito, mas muito simples. Gostei do fato de que você não foi pro lado mais fantasioso como as outras meninas, mas senti falta de qualquer coerência. Essas duas cruzes nos ombros, pra mim, matam o look. Eu acho que é um look de bom gosto… Mas ficou faltando tudo nele? Por outro lado, sua maquiagem está belíssima. Adoro as sombras dos olhos e esse batom mais escuro. Para diferenciar das outras quengas, você poderia ter vindo com a cor de pele normal. Todo mundo apostou no preto e no cinza, e, quando se tem coerência, claro, sair do óbvio pode dar pontos extras.
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BRAT,
2 hours ago
KIMMIE YORK
RuPiggy: Kimmie, essa é sua semana. Além de ter vencido o mini challenge, você entregou exatamente o que eu esperava na runway. Referência linda de se ver, e ainda pegou num ponto muito mais assustador do que qualquer outra referência que vimos aqui hoje - a fome. Carolina Maria de Jesus (hoje interpretada por Lyanka) está orgulhosa! O seu look é high fashion, maravilhoso, entrega uma emoção única, até a sua maquiagem mais craquelada faz sentido. Agora vamos falar sobre a sua biblioteca? Perfeita. Você acertou em TUDO, foi sensacional de assistir. Você voltou do bottom com fogo no olho e isso é lindo de assistir. Eu gostei especialmente do shade para as juradas e para mim! Morri de rir, deu pra ver que você se divertiu muito montando essa apresentação pra gente.
Mam’ Acita: Kimmie, esta, sem dúvidas, é a sua noite! Apesar de longo, o seu reading não foi cansativo; pelo contrário, foi dinâmico e criativo, com shades certeiros e bem construídos para a narrativa que você criou. Quanto à runway, você aniquilou. Escolheu uma referência essencialmente brasileira, ao mesmo tempo em que se manteve fiel ao tema “Death Becomes Her”, fazendo alusão à morte como único futuro para populações de certos segmentos em determinados contextos sociais, especialmente acerca da ruralidade brasileira no passado. Destaque para a manga esquerda bufante, trazendo um toque fashion e drag, evitando que a seriedade do conceito tornasse o look sóbrio e monótono. Por fim, sendo bem criteriosa, criticaria os pins na bolsa; não os compreendi.
Pavanelli: Retirante? Então siga no tema e já pode se retirar. Talvez o horror e o macabro da sua performance seja essa descrição extremamente entediante e eu senti que em algum momento eu seria surpreendido com um questionário nível Enem com perguntas acerca do tema. O olhar perdido que você trouxe na maquiagem acabou tomando conta do resto do look e você pode usar essa enxada e cavar um buraco pra entrar dentro.
Cadeiribs: Essa noite você fez a transição de CDzinha pra uma drag queen! Antes de falar do look da sua leitura, quero pontuar que justo na semana em q vc abraçou totalmente o seu lado CAMP vc foi extremamente bem. Adorei que você entregou um personagem no desafio, as piadas estavam no ponto mas o ponto alto ainda é a sua runway. Personagem e conceito 10/10. Adorei o vestido, o sapato é um exagero no bom sentido e a maquiagem é diferente do que você entregou ate agora. Parabéns!
Lyanka: Que look incrível! Eu amei como ele se encaixa perfeitamente no tema e como está 100% dentro do elemento drag.
A explicação me deixou encantado. A referência à obra Os Retirantes despertou minha curiosidade e me fez querer pesquisar mais sobre ela. E muito obrigado por ter enviado a inspiração; isso dá um toque extra à apresentação e ajuda a valorizar ainda mais o conceito por trás do look.
Sobre o desafio:
Eu realmente quero entender de onde veio a ideia do “fale com os mortos” kkkkk. Achei algo muito inesperado, mas que funcionou muito bem. No geral, gostei bastante dos seus readings. Você teve um bom timing, trouxe um ar cômico e apresentou uma estrutura muito sólida nas piadas.
Meu único ponto negativo é que senti que você pegou leve demais em alguns momentos e acabou se apoiando muito na ideia dos “mortos falaram”. Nas primeiras vezes foi muito engraçado, mas, conforme se repetia, a piada começou a perder força e ficou um pouco previsível.
Ainda assim, eu amei o seu desempenho tanto na runway quanto no desafio. Adorei a forma como você entrega conceito e consegue executar suas ideias com qualidade. Sem dúvidas, depois de hoje, você se tornou uma das minhas favoritas da competição.
E preciso dizer: amei o recado para a Mama Piggy. É exatamente o que todos nós queremos falar para ela no fundo kkkkk.
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BRAT,
2 hours ago
LABOO BUBBA
RuPiggy: Bubbitcha, vamos lá. De primeira, eu adorei a sua runway. Mas quanto mais eu pensava sobre, e analisava os detalhes, eu acabei não gostando tanto. Assim como a Bella, você trouxe uma referência ao seu estado, uma creepypasta geracional, por assim dizer. Ficou muito fantasia. Quase não dá pra ver que tem uma drag aí embaixo. Eu gostaria que a maquiagem de velha fosse mais decrépita e menos realista, que ela tivesse sombras roxas, que você colocasse um batom marrom quente, que você deixasse essa velha parecendo realmente uma drag. Eu gostei do ruveal, achei inesperado, mas pra mim ficou por aí. A sua sorte? A sua biblioteca estava pegando fogo. Você foi uma das minhas favoritas no mini challenge. Todos os três readings foram sensacionais, e você soube dosar sua participação ao necessário.
Pavanelli: LABOO BUBBA minha querida você trouxe um pouco de cultura pra esse jogo referenciando de verdade o nosso folclore brasileiro, você conseguiu chamar minha atenção quando tirou a máscara de coruja e eu até demorei a perceber que você estava usando maquiagem. Eu acho que talvez faltou um pouco de drag na execução e aqui e você focou mais na pesquisa acadêmica do wikipedia que é uma parte que não queremos saber, talvez seja sucesso em algum carnaval da vida ou para se disfarçar em alguma fila presencial de caixa de supermercado mas para o Ruppigy's infelizmente faltou.
Ribs: O seu look é meu favorito da noite. A revelação está perfeita! Talvez o fato de você não ter usado maquiagem por baixo da mascara tenha me incomodado (brinceira). No desafio, você foi direto ao ponto. As piadas estão simples e eficazes. A piada pra Astra Blue foi a que mais me fez rir de todo o desafio. Mais uma noite de consistência.
Mam’ Acita: Bubbinha, achei que o seu reading foi muito correto e dentro do que se espera de uma leitura. Apesar de eu não ter gargalhado nem achado genial, perto das outras competidoras você se destacou e mostrou que fez o dever de casa, até mesmo por ter focado em apenas três garotas, o que foi estratégico, visto o show de horrores que enfrentamos nesta noite, com textos quilométricos e ofensas gratuitas. Sobre o runway, amo o seu conceito, mas acho que ele foi demasiadamente mal executado. Tanto a coruja-suindara quanto a bruxa ficaram plásticas e artificiais, sem que você as adaptasse — especialmente a bruxa — à sua drag, de modo que víssemos a transformação através de uma maquiagem artística drag. O realismo, nesse caso, imprimiu uma velha qualquer, sem que houvesse uma drag por baixo. Além disso, a roupa é simples; não vejo cuidado ou pensamento fashion por trás dela. Imprime mais figurino do que moda.
Lyanka: Primeiramente, quero elogiar o seu nome. Achei bem diferente e ele ficou facilmente na minha cabeça. Mas, deixando isso de lado, vamos falar sobre a sua passarela.
Sua runway, para mim, é perfeita para a categoria. Acho que você entregou exatamente o que foi pedido. Sua explicação sobre o look foi muito boa e bem detalhada, o que ajudou a fortalecer ainda mais a proposta apresentada. É um visual bastante impactante.
Porém, preciso pontuar algo: senti falta da questão “drag” no seu look. A máscara foi um ótimo elemento e agregou bastante à apresentação, mas, quando ela é retirada, o visual acaba se aproximando muito mais de um figurino (costume) do que de um look drag. Com isso, ele perde parte da fantasia e da extravagância que eu espero ver. Acho que você poderia ter elevado um pouco mais esse aspecto para tornar a proposta ainda mais forte.
Sobre o desafio:
Eu realmente achei que você teve boas sacadas. Não diria ótimas, mas certamente boas. O reading sobre a mudança de Blue para Gray, se referindo à Astra, foi o seu ponto mais forte e demonstrou criatividade.
Por outro lado, os outros dois readings me pareceram mais fracos. Eles são facilmente esquecíveis e não conseguem se destacar da mesma forma. Além disso, o fato de terem vindo logo após o reading da Astra acabou jogando as expectativas para cima. Você entregou um momento muito bom e, em seguida, não conseguiu manter o mesmo nível, o que deu a sensação de que a energia caiu.
No geral, eu acho que você é uma competidora talentosa, mas ainda falta se permitir ir um pouco mais longe. São pequenos detalhes que, se ajustados, poderiam elevar o seu desempenho em muitos níveis, tanto na runway quanto nos desafios.
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BRAT,
2 hours ago
BELLA NOVA
Lyanka: Vamos começar falando sobre a sua passarela.
Sua runway está simplesmente linda e funciona perfeitamente dentro da proposta da categoria. Eu amei você ter pontuado que queria trazer algo diferente, mas sem abandonar o seu lado mais fashion e sexy, porque é exatamente isso que eu vejo no resultado final. Você conseguiu entregar um visual fashion, sexy e assustador ao mesmo tempo, sem que um elemento anulasse o outro.
Look: 10
Conceito: 10
Apresentação: 10
Sinceramente, as outras garotas deveriam tomar cuidado com você e com a Uffizi Lux quando o assunto é runway, porque vocês simplesmente destruíram nessa categoria.
Agora vamos falar sobre o seu desempenho no desafio.
Você dizendo que a Kimmie tem cheiro de mijo no verão… garota… eu amei! SKSKSK. Achei tão ácido e tão engraçado ao mesmo tempo. Esse é exatamente o tipo de reading que eu gosto de ver: uma piada afiada, marcante e que arranca uma risada genuína.
Sobre a Astra Blue… kkkkk.
Você arrasou! Eu amei a forma como me pegou completamente de surpresa. Eu não estava esperando nem o comentário sobre o “conceito de bom gosto” e muito menos que você ainda aproveitaria para jogar um shade na Galileia junto. Foi um momento impecável.
Já o shade para a Nix Éter foi, para mim, o mais fraco entre os seus três readings. E o motivo é simples: seus outros dois foram excelentes. Eles me arrancaram ótimas risadas e tinham exatamente o nível de acidez que eu adoro ver. O reading para a Nix foi criativo, mas senti falta justamente dessa mesma acidez que você demonstrou nos outros momentos.
Mesmo com essa pequena observação, seus três readings estão facilmente no meu Top 5 do desafio. Você matou esse desafio.
Meu ponto geral sobre você é: perfeição.
Você entregou tudo o que eu queria ver e até mais. Muito obrigado pelo seu comprometimento, por se arriscar, por confiar nas suas ideias e por entregar uma runway impecável junto de um ótimo desempenho no desafio.
Excelente trabalho.
Cadeiribs: Olha, na minha opinião, o seu look é o mais criativo da noite. Porém, a execução acabou te sabotando! Nao conseguimos ver o rosto direito, não sei se isso é proposital. No episódio passado você elevou nossas expectativas e agora meio que estagnou. No mini, eu achei que vc pegou bem leve! As suas piadas ate que estao bem estruturadas mas não se destacam... foi meh eu diria.
RuPiggy: Eu entendo o que alguns dos jurados podem pensar. O look está perfeito. Realmente, esteticamente, ele está. Eu gosto muito de como você consegue pensar em cores, estética e como contar uma história em sua passarela. Mas atenção ao que digo agora, e que direi também para Bubba - vocês precisam tomar mais cuidado para não deixarem suas roupas parecerem mais como uma fantasia do que deveriam. Tudo na sua roupa hoje despersonaliza de uma figura humana, seja os pés, o rosto, as mãos e até as escamas corporais (a cor eu não ligo mt, acho que pintura corporal é algo viável para uma drag). O que eu quero dizer com tudo isso? Que não parece uma outfit de uma drag queen convencional, parece mais uma fantasia mesmo. A referência folclórica também não ajuda muito… E agora sobre o seu reading, eu achei que você decepcionou um pouco. Eu não acho que você faça o estilo de drag afiada e maldosa, mas você certamente é inteligente, e acho que deixou seus nervos entrarem no seu caminho. Talvez você esteja aqui hoje porque esperamos muito de você, e a sua régua tenha se tornado diferente das outras meninas, mas isso faz parte do jogo e não tira o seu mérito na sua trajetória até aqui.
Pavanelli: Talvez a sua inspiração não tenha sido o Rio Francisco mas sim algum esgoto a céu aberto da qual essa criatura surgiu, o terror claramente está aí, mas só o terror mesmo, por que achar isso sexy... nem mesmos os degenerados que vão até a página 100 do pornhub procurando por algo novo bateriam uma pra isso. Extremamente caricata e de mal gosto, tão caricata que o look acabou ficando em segundo plano parecendo que você pegou o primeiro trapo que viu e a dose de cachaça é pra ter que lidar com as escolhas que você fez
Mam’ Acita: Belle Bellinha… vamos começar pelo seu look. Eu não o acho horroroso nem o pior da noite, porém, em minha percepção, ele não se encaixa ao tema. Nada mais é do que um Ratanbá 2.0 e, quando olho para a sua imagem, não encontro nada novo, nenhum aspecto diferente do que já vi. Entendo que a lenda seja uma inspiração, mas ela não vende morte, apenas monstruosidade e anomalia. Sobre o reading, assim como a Laboo Bubba, acredito que você fez uma boa escolha ao nichar as gongações para apenas três queens. Inclusive, adoro a baixaria da leitura direcionada à Kimmie York. Nada groundbreaking, tho.
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BRAT,
2 hours ago
UFFIZI LUX
Mam’ Acita: Uffizi, na runway, você exala beleza, e a sua estética transmite com clareza o que foi solicitado pela RuPiggy, a nossa noiva-cadáver. Admito que, à primeira vista, amei muito mais o look do que depois, quando passei a analisá-lo com mais atenção. Achei as mensagens no vestido e os exus totalmente aleatórios; não consigo ver sentido na composição do visual. Sobre o reading, adoro o fato de você ter feito algo no formato tradicional da gongação, e não igual à maioria das queens, que fizeram cosplay de mean girls. Porém, infelizmente, achei todas as leituras péssimas e sem graça.
RuPiggy: O seu look é de morrer. Literalmente! Acho que você alcançou a proposta melhor do que a maioria de suas competidoras, e é por isso que você está em nossa frente hoje. É realmente um destaque, eu amo as cores e essa parte aberta no peito. Sua maquiagem está divina, você prestou atenção em cada detalhe e ouviu nossas críticas passadas com primor. Por incrível que pareça, eu gostei também da sua performance no mini challenge, e achei que você não teria capacidade de ser afiada como as suas concorrentes, mas você fez um bom trabalho com tudo nessa semana.
Cadeiribs: Eu gostei da sua leitura! Foi direto ao ponto, estão bem estruturadas. Entretanto, o que mais me empolga é a sua passarela hj. Simplesmente perfeito! Achei coisa meio noiva da lagoa dos barros que vai pagar boquete pro primeiro caminhoneiro desavisado na BR 290 meets monster high. Toda vez que eu olho pro seu vestido eu vejo um detalhe novo, a parte do ventre é o que eu mais gosto. Vc conseguiu uffizi vc chegou no rupiggys drag race brasil
Lyanka: O melhor look da passarela.
É um visual cheio de detalhes, 100% dentro do tema e repleto de elementos bem pensados. Eu amei a escolha de incluir pequenas escritas ao longo do look; isso adiciona ainda mais personalidade e riqueza à proposta. O detalhe no peitoral é, para mim, o ponto alto do visual. É impressionante como ele consegue “quebrar” a ideia base do look e, ainda assim, se encaixar perfeitamente no conjunto.
O headpiece também é incrível e ajuda a elevar ainda mais a apresentação.
No geral, sua runway é de encher os olhos. Você entregou excelência do começo ao fim, sem medo de ir além e sem abrir mão dos elementos drag. Foi uma apresentação muito forte e extremamente bem executada. Parabéns, e continue assim.
Sobre o desafio:
Seu reading da “songa monga” foi muito engraçado. Para mim, nesse momento você encontrou exatamente o equilíbrio entre algo ácido e algo cômico, sem exagerar em nenhum dos lados. É facilmente um dos meus readings favoritos da noite.
O shade para a Saphira foi simples, direto e nota 10.
Já o reading para a Kimmie foi o mais fraco dos três, na minha opinião. Ainda assim, continua sendo uma boa gongada e funciona dentro da proposta do desafio.
No geral, a palavra que define o seu desempenho é excelência.
Achei você impecável na runway e muito boa no desafio. Você demonstrou confiança, criatividade e uma ótima compreensão do que foi pedido. Mantenha esse nível, porque ele definitivamente te coloca entre os destaques da competição.
Pavanelli: Sobre o look: esteticamente ele é maravilhoso. E eu digo isso apesar dessas frases de efeito que parecem ter sido retiradas diretamente da tatuagem ou da bio do instagram de alguma maloqueira DDD 21 com sobrancelha de rena, marquinha de biquíni permanente e cujo principal passatempo é ser garupa de grauzeiro que gosta de dar fuga na policia procurado em três bairros diferentes.
No entanto quando eu olho para a sua roupa, eu esqueço completamente a descrição. Os pequenos demônios espalhados pela saia são de uma elegância absurda. A composição inteira tem uma qualidade. E obrigado por entender que horror não é uma competição para descobrir quem compra mais tecido preto. O uso desses tons faz o visual parecer genuinamente brasileiro. Não é um castelo gótico europeu importado do Pinterest.
Você provou que existem formas muito mais inteligentes de fazer horror do que pintar tudo de preto e colar cruzes aleatórias. E por isso, apesar dos excessos da narrativa, o look fala muito mais alto do que qualquer uma das frases que o acompanham.
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BRAT,
2 hours ago
Vamos para nossas critiques.
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BRAT,
2 hours ago
Isso significa que… Uffizi Lux Bella Nova Laboo Bubba Kimmie York Saphira Shock Galileia Pavanelli Vocês são as melhores e as piores dessa semana.
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2 hours ago
Quando eu chamar os seus nomes, deem um passo para a frente. Astra Blue Nix Éter Song-A Monga Amores, vocês estão salvas. Mas lembrem-se, salva não é uma palavra com a qual você quer estar associada nesse jogo.
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BRAT,
2 hours ago
Agora que estamos todas aqui reunidas… Chegamos à uma conclusão.
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BRAT,
2 hours ago
Quando ela entra, até estrela cadente faz pedido pra ser ela… Bella Nova!
Minha inspiração para essa passarela foi a lenda do Nego d’Água, uma criatura muito presente no imaginário de comunidades ribeirinhas, principalmente nas histórias ligadas ao Rio São Francisco. Ele é uma entidade que vive nos rios, com pele escura, escamas, mãos e pés de pato, e costuma aterrorizar pescadores, virar canoas, rasgar redes e proteger seu território nas águas.
Eu quis fazer algo diferente pra mim e trazer algo mais assustador, mantendo fashion e sexy ao mesmo tempo. Seria algum tipo de fetiche?
O vestido mantém uma silhueta elegante e colada ao corpo, mas aparece tomado por lodo, cipós e pequenas plantas, lembrando a sujeira, a umidade e a força viva da água barrenta dos rios. A rede que carrego representa os pescadores capturados pela lenda, como se eu tivesse acabado de sair da água trazendo comigo tudo aquilo que o rio engoliu.
Na outra mão, trago uma garrafa de cachaça, referência às oferendas que pescadores jogam nos rios, porque assim como eu, uma garrafa de cachaça acalma a lenda.
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BRAT,
2 hours ago
Saída da caverna de Platão, ela é a maçã caída de Thomas Newton… É Galileia Pavanelli!
O look foi inspirado na banda Secos e Molhados e na transformação da Cuca em Borboleta.
Essa incrível renda do submundo da draguisse, faz com que todos fiquem hipnotizados, fazendo com que todas as passivas assinem o amado contrato vitalício, onde na cláusula 66.6, faz que ela vire uma piggy, com isso, toda vez que fizer um bacanal, ela passe um cheque.
Diz a lenda, que se você fizer banheirão na rodoviária, ela aparece para você e não tem mais volta.
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BRAT,
2 hours ago
Cuidado com o toque: essa joia é rara, cara e dá choque… Saphira Shock!
Caminhando entre o desejo e o medo, entre a sedução e a morte, cruza a passarela a materialização de uma lenda urbana do interior do Brasil. Uma entidade que não é vítima do terror, ela é a própria maldição.
Ela veste uma criação de alta-costura negra, moldada ao corpo como uma segunda pele em camadas de látex envelhecido e renda desgastada, que imitam a superfície úmida de uma lápide após a chuva. O tronco é estruturado por um corset de silhueta ultra-sensual, adornado por relevos anatômicos que evocam costelas humanas, fundindo o glamour à anatomia da morte.
Em seus ombros, erguem-se estruturas dramáticas inspiradas em cruzes antigas de cemitério corroídas pelo tempo, emolduradas por uma imponente auréola de filigrana sacra. De sua cintura, uma fenda profunda rasga o visual até o quadril, revelando a pele em um contraste provocante e terminando em um monumental salto agulha negro, inteiramente customizado com ramificações de espinhos e crucifixos que sobem pelo tornozelo.
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BRAT,
2 hours ago
Meio química, meio bruxaria, totalmente perigosa. Nix Éter!
Meu look se chama ''A Cuca da Meia-Noite'' e transforma uma das figuras mais conhecidas do folclore brasileiro em uma entidade de horror e alta moda drag.
Eu trouxe uma Cuca distante da imagem infantil: aqui, ela surge como uma criatura ancestral, fantasmagórica e verdadeiramente assustadora, como se tivesse despertado no fundo de um pântano depois de anos esperando por sua próxima vítima.
O vestido verde-escuro representa a mata fechada, o brejo e a umidade do terror rural brasileiro. A construção do corset, as correntes, os espinhos e as camadas de tecido criam uma silhueta imponente, misturando glamour decadente com a aparência de algo que nasceu entre raízes, lama e túmulos esquecidos.
As escamas espalhadas pelo corpo e a enorme cauda de jacaré mostram que ela não está apenas fantasiada de monstro: sua transformação já tomou conta da pele. O rosto rachado, pálido e sombrio reforça seu lado sobrenatural, como uma assombração que manteve a forma humana apenas o suficiente para atrair quem se aproxima, O cabelo claro, longo e selvagem contrasta com a escuridão do look, criando uma imagem espectral e descontrolada. Já o caldeirão funciona como símbolo de seus feitiços, maldições e histórias contadas para impedir as crianças de saírem de casa depois da meia-noite.
Minha proposta foi unir a Cuca, o horror brasileiro e a estética de uma vilã de pesadelo em um look que ainda fosse moda. Ela é bruxa, réptil, fantasma e lenda uma criatura que saiu do imaginário popular para levar sua drag antes que o relógio marque meia-noite.
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BRAT,
2 hours ago
Se o céu é o limite, ela já passou dele faz tempo. Astra Blue!
Hoje eu trago pra vocês a lenda pernambucana da Perna Cabeluda, uma das histórias mais famosas do imaginário popular de recife. A proposta do meu look traz a criatura como uma entidade marinha sobrenatural que engole uma perna que posteriormente vai chutar bunda de viados durante as noites recifenses.
Trago uma perna monstruosa, coberta por pelos, garras e marcas de violência, que representa a própria Perna Cabeluda, enquanto o vestido em forma de tubarão simboliza os perigos do mar e as lendas que cercam a costa pernambucana. Correntes, redes de pesca, conchas e pérolas fazem referência aos náufragos, aos segredos escondidos nas profundezas e às histórias de terror contadas à beira-mar.
Trouxe meu cabelo com reflexos azul-escuros e a maquiagem gótica para reforçar a conexão com as águas sombrias da noite, criando uma figura que mistura horror folclórico, glamour drag e fantasia macabra. O resultado é uma interpretação camp da Perna Cabeluda: não mais uma simples lenda urbana, mas uma rainha monstruosa que sa
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BRAT,
2 hours ago
Ela veio confusa, linda e levemente fora de contexto… Song-A Monga!
Quando pequeno, eu era viciado em ver Gugu nos domingos e lembro até hoje sobre o quadro chamado “Lendas Urbanas” e o episódio dos quadros de crianças chorando me marcou MUITO. Então hoje, minha inspiração é esse episódio.
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BRAT,
2 hours ago
Direto do Louvre e pintada como uma de suas garotas francesas, é Uffizi Lux!
Este look representa uma noiva brasileira da década de 1910 consumida pelo tempo e pelo esquecimento. Eu sou a noiva que apodreceu esperando. O vestido envelhecido, coberto por rendas desgastadas, musgo e raízes, carrega as marcas dos anos passados em um cemitério. As velas são os votos que nunca fiz. O musgo é o tempo que passou sobre mim. As flores secas são lembranças que ninguém voltou para buscar. Minha coroa é feita de lápides, carregando os nomes daqueles que já não recebem visitas, daqueles que foram apagados pela memória dos vivos. Sobre mim repousam histórias abandonadas, orações esquecidas, ossos, medos e silêncios. Os Exus que caminham pela minha saia não são figuras de terror. São guardiões dos caminhos entre os vivos e os mortos. Foram eles que abriram minha estrada e me ensinaram que a morte não é ausência — é presença. Os ossos expostos contam o que restou do meu corpo. As unhas longas são uma homenagem ao horror brasileiro, herança de Zé do Caixão, porque eu não enterro pessoas. Eu enterro certezas. Quando o relógio marca meia-noite, deixo o cemitério para lembrar que a morte brasileira não veste preto impecável nem vive em castelos sombrios. Ela tem barro nos pés, vela derretida, cheiro de terra molhada e o rosto de uma noiva que nunca aceitou ser esquecida. Mais do que uma figura macabra, eu sou a personificação da memória abandonada.
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BRAT,
2 hours ago
Salém… São Tomé das Letras… Transilvânia… É Kimmie York!
Para o meu look de hoje a minha inspiração é a obra de arte “Os Retirantes” de Portinari, obra esta que faz parte do movimento expressionista no Brasil.
A obra retrata uma família de retirantes, que saem do campo em busca de uma vida melhor. A obra foi pintada em 1944, ano de industrialização pesada no Brasil. Década da promessa de uma urbanização que abraçaria os sertanejos do campo. Mas sabemos que não é bem assim.
Essa promessa falsa da vida dos sonhos nas cidades destruiu pessoas, dizimou sonhos e ruiu com famílias. Sabemos que cidades são desiguais, cidades em um sistema capitalista se alimentam dessa promessa vazia.
No meu look, quis representar retirantes, sertanejos e candangos que tiveram seus sonhos ceifados pelo capitalismo. Afinal, não há nada mais assustador e horroroso do que vagar pelo mundo sem um lar, sem sonhos, sem esperanças do amanhã.
Trago inspirações ao quadro nas cores, nas dimensões da personagem que são desiguais. Trago na maquiagem um olhar perdido, vago, de alguém que já perdeu as esperanças em seus sonhos, pois é isso que o capitalismo faz com a gente.
Meu look é uma forma de resistência e de agradecimento a todos que lutam por uma reforma agrária, para que mais ninguém tenha seus sonhos ceifados pela imensidão das cidades.
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BRAT,
2 hours ago
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BRAT,
2 hours ago